Ansiedade não é Frescura - Confie no Processo!

Atualizado: 22 de mar. de 2021

Sintomas de ansiedade: preocupação excessiva com o futuro, pensamentos acelerados, negativos, catastróficos... Isso é ansiedade e quem sofre sabe que não se trata apenas de querer que as coisas aconteçam logo.


Para quem é ansioso, algo ruim sempre está para acontecer: perder o emprego, perder um ente querido, falir, sofrer um acidente, ficar doente... O simples ato de viver já o coloca em constante ameaça, pois a qualquer momento um desastre pode acabar com tudo. E isso torna a vida um verdadeiro tormento.


Vivendo com a ansiedade


Para quem tem ansiedade dificilmente há descanso para a mente, que está sempre acelerada, ocupada criando diversos cenários futuros bastante ruins. Os pensamentos negativos sobre si mesmo e sobre a vida persistem dia após dia e não sobra tempo para focar no agora.


O momento presente quase nunca consegue ser vivido e isso afeta tanto a vida que tudo começa a ser deixado para trás ou para depois. A procrastinação, esse hábito de sempre adiar o que tem que ser feito, é uma forte consequência da ansiedade, assim como os sentimentos de inferioridade, da falta de autoconfiança e de amor-próprio, que também vão acabando com o brilho de viver uma vida plena, além de causarem o isolamento social.


Não são apenas pensamentos negativos, são verdades ditas pela mente - assim acredita o ansioso, mesmo contra a lógica. E sem buscar ajuda, isso acaba se tornando uma bola de neve. Quando menos se percebe, o transtorno de ansiedade se instala e então as crises começam a surgir.


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A crise de ansiedade


A sensação de estar enlouquecendo, de estar se perdendo de si mesmo e de que a realidade já não é mais palpável são alguns dos sintomas que podem acontecer.


Com a descarga de adrenalina o corpo também sofre os sintomas físicos da ansiedade: treme descontroladamente, a respiração fica curta e ofegante, o coração acelerado, a visão turva, tudo isso enquanto a mente está completamente bagunçada. E apesar desse caos maior passar em alguns minutos, o episódio sempre volta a acontecer.


O medo de passar novamente por essa situação se transforma no próprio gatilho para desencadear o episódio novamente. Percebeu como o ciclo se repete? O próprio medo de ter a crise faz a crise surgir. É realmente assustador e é assim que todos os dias são vividos, com muito medo, a cada segundo, de passar por tudo outra vez.


Procurando por ajuda


E agora, o que fazer? Geralmente só se procura ajuda quando o transtorno de ansiedade já está instalado, mas mesmo assim ainda há jeito a dar. Na terapia com o psicólogo ou psicanalista, se for preciso, ocorre o encaminhamento para o psiquiatra. A terapia e os medicamentos ajudam, mas, inicialmente, as crises de ansiedade ainda podem e vão persistir. O importante é confiar no processo, que não é fácil e nem rápido.


Sim, é doloroso ter que se abrir e se mostrar com tantas fraquezas, mostrando, muitas vezes, o lado mais vulnerável na terapia. Pode ser difícil admitir que é necessário fazer uso de medicamentos para controlar a ansiedade, mas aceitando isso, você demonstra ser forte, porque está lutando por você mesmo (a) e por sua felicidade. Não é fácil, mas vale a pena. Afinal de contas, estamos aqui para isso, para nos superarmos, ressignificarmos nossos traumas e sermos felizes.


Assim como a nossa mente é poderosa para nos controlar no sentido negativo, o contrário também é verdade, mas depende de nós agirmos procurando os meios e toda ajuda necessária para virar essa chave. Lembre-se sempre: a vida não é aquilo que nos acontece, é aquilo que fazemos com o que nos acontece. É mais fácil se fazer de vítima do que ser forte para passar por todo o processo, mas não há caminhos fáceis que possam te fazer vencer a ansiedade.


Há esperança no fundo do poço, há luz, há possibilidades de subida, basta estender as mãos, pedir por ajuda, subir o primeiro degrau ou fazer o que é possível no momento. Confie nos frutos de toda a trajetória e não no desespero que sente agora. Tudo passa, mas só passa se você permitir.


Lívia Barros Calado




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