Falso moralismo e arrogância: Como lidar?

Atualizado: 11 de jul. de 2020

A arrogância "eleva" o ser humano e o coloca em um pedestal construído, geralmente, a partir de uma ilusão criada sobre si mesmo, uma visão deturpada e aumentada de seu próprio valor e representatividade no meio. E por ser fruto de ilusão, esse pedestal é muito difícil de ser desconstruído no outro, porque a personalidade egoica já é dominante.


O falso moralista pensa, erroneamente, que o seu discernimento em identificar os erros dos outros é o único quesito necessário para se colocar como juiz apontador de dedos, mesmo que ninguém peça sua opinião ou que valide o seu comportamento como aspecto que outorgue alguma autoridade moral para tal prática.


Imaginem se a energia gasta em questionar as decisões do outro, em apontar os erros do outro, fosse usada para trabalhar na mudança de si mesmo? A opinião de um hipócrita não agrega, principalmente quando vem em forma de questionamentos arrogantes e quando a conversa não vai levar a lugar algum. Assim como ele sabe identificar os erros dos outros e os próprios (embora não mova uma palha para se melhorar), o outro, na posição de julgado, também sabe fazer essa reflexão e irá mudar quando bem entender. A diferença é que um erra e julga, o outro erra e não julga.


Não se deve dar espaço a falsos moralistas e suas opiniões. Não se deve deixá-los confortáveis em uma posição que eles mesmos se colocaram sem que ninguém os elegesse. Vamos normalizar o "Não pedi tua opinião". Não vamos aceitar argumentos que não se desdobram em atitudes. Não vamos aceitar a arrogância de quem se acha bom o suficiente para questionar as nossas decisões, principalmente quando elas não dizem respeito algum a vida dele.


Lívia Barros Calado


#arrogancia #falsomoralismo #hipocrisia


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